Thursday, May 24

Árvore do pecado


Criaste raízes em mim
que se foram reproduzindo
na minha pele
a cada momento
em que me tocaste.

Em silêncio,
foste crescendo
por todo o meu corpo.

Árvore, que nasceste no inverno
foste crescendo, crescendo
e oferecendo-me folhas novas,
a cada virar de estação.

Não sobreviveste,
em mim,
viveste...
Surpreendendo-me
com flores
e frutos
a cada temporada que passava.

E cresceste, cresceste...
E eu alimentava-te
com carinho
para nunca morreres.

Mas, um certo dia,
começaste a murchar.
Tentei dosear
de uma diferente forma
aquilo que te alimentava.
Tentei dar-te mais
e continuavas a secar.
Tentei dar-te menos
e parecias continuar a morrer.

Estou a matar-te?
Não sei onde errei...
Mas, decerto,
não acertei
na dose certa de amor
que precisavas
para continuar a crescer
em mim...

Pic by_One_with_Tao

3 comments:

ivirus said...

se ha momentos em que transformamos emoções em sentimentos, serão estes em que confidenciamos com as nossas palavras! este poema está genial mesmo, adorei, já merecias um livrinho dakeles a sério! fabuloso!
hasta luego....
jinhos

Ana said...

Obrigada, amigo.
És um querido!
Quem sabe se não decido, um dia compilar tudo isto num livro;)

Beijinhos

sam said...

Vivir, sobrevivir y el silencio que a veces se apodera del espacio donde nos envolvemos. Es drastico, es cambiante es asi cuando queremos que asi sea.
El Amo es basico para poder sobrevir y crecer, el final es real y definitivo.
Saludos, buena semana.(lo que queda de ella).
See.